13º Capitulo

 

Visão da Patrícia

Estava naquele jardim á tanto tempo e não me conseguia acalmar. Estava sozinha e precisava de falar, então resolvi ligar a uma das minhas amigas.

 

Andreia – Olá miúda 18.

P – Olá miúda 7. – nós tínhamos aquela brincadeira eu era o 18 que era o Fábio Coentrão, o meu jogador preferido e ela era o 7 que era o Ricardo Quaresma pelo mesmo motivo. O que normalmente era uma brincadeira alegre desta vez deixou que a minha voz a tornasse em algo triste.

A-     Que se passa miúda?

P- Andreia podes ir ter comigo á estação daqui a uma hora?

A-     Claro, mas estás bem?

P- Não muito bem. Mas vai passar. Então encontramo-nos lá pode ser?

A-     Claro. Até já 18.

P- Até já 7.


Combinei ir ter com a Andreia á estação de Corroios, onde ela morava, e de certa maneira iria ser bom para mim, andei na escola perto da estação um ano e até tinha boas recordações de lá.

Entrei no carro, demoraria cerca de meia hora até chegar a Corroios portanto ainda tinha tempo de ir a outro sítio antes.

Parei em frente a uma praia que me era desconhecida, mas não me importei, resolvi não sair do carro e fiquei lá a ver as ondas a embaterem na areia, deixei-me ficar ali, apenas a visão do mar acalmava-me, não me precisava de mais nada, apenas do mar.

Quando olhei para as horas já só tinha um quarto de hora para chegar a Corroios e meti-me a caminho. Cheguei cinco minutos atrasa e a Andreia já lá estava.

Sai do carro e fui ter com ela ás escadas que desciam para a escola.

 

P- Olá 7.

A-     18, tava preocupada contigo. Que se passa?

P- A que horas tens de voltar para casa?

A-     Posso ligar aos meus pais e avisar que vou passar o dia contigo.

P- Pergunta-lhes se podes dormir em minha casa.


A Andreia pegou no telemóvel e o meu tocou também. Olhei para o visor “Mommy a chamar”, apressei-me a atender.

 

M- Olá filha.

P – Olá mãe, tas boa?

M- Estou e tu? Estás com uma vozinha murcha.

P – Estou bem. Vou agora para casa.

M- Estás aonde?

P- Em Corroios, vim ter com a Andreia.

M- Ah está bem, então vai lá, quando chegares a casa liga á mãe só para eu ficar descansada.

P- Está bem, vá até logo.

M- Beijinhos filha.

P- Beijinhos mãe.


Quando voltei de novo para ao pé da Andreia ela também já tinha desligado o telefone.

 

P- Então, podes?

A-     Sim, mas antes tenho de ir buscar roupa a casa.

P- Claro, passamos por lá agora.

A-     Não me queres contar primeiro o que se passa?

P- Não, conto-te quando chegar a minha casa.


Fomos a casa da Andreia e meia hora depois estávamos a chegar a Lisboa.

Eram quase horas de almoço, então passamos numa churrasqueira e compramos frango assado para comermos. Assim que entramos em casa a Andreia foi pousar as coisas dela no quarto de hóspedes enquanto eu fui para a cozinha ligar á minha mãe, depois de desligar a Andreia entrou na cozinha.

 

A-     Já me vais dizer o que se passa?

P- É melhor irmos para a sala.


Saímos da cozinha e sentamo-nos no sofá.

 

P- Bem, eu ainda não tinha tido tempo de te contar, mas eu ando, ou andava a sair com o rapaz. Foi algo repentino, mas eu já não o consigo tirar da cabeça. Bem, é melhor eu resumir a história do inicio.

A-     Sim realmente é melhor.

P- Então á uns dias eu ia ao Colombo, e no parque de estacionamento quase fui atropelada, o rapaz convidou-me para almoçar e eu como achei que nem faria mal aceitei. Ele disse que me conhecia de á quatro meses. – vi a Andreia a mexer-se e percebi que ela queria falar. – Espera, antes que penses algo errado. Ele é o Rúben, o Amorim do Benfica. Ele reconheceu-me porque á quatro meses fui com a minha irmã a um treino e tirei um fotografia com ele. Ele disse que eu não lhe tinha saído da cabeça, levou-me ao treino com ele e tudo, e nesse dia eu ia jantar com umas amigas mas elas não poderam e ele para não me deixar sozinha levou-me com ele para jantar na casa do David Luiz, fomos sair com o David e as minhas amigas mas ele disse que primeiro íamos a um sitio. Ele levou-me até um miradouro de Lisboa e foi tão querido, eu disse que não queria sofrer e ele disse que não me ia fazer sofrer então resolvemos tentar ficar juntos. Depois ter com o pessoal á discoteca e ele acabou por dormir cá, mas calma, não aconteceu nada. No dia seguinte, ele passou aqui para me levar para casa dela e acabei por dormir lá. Hoje, apareceu uma rapariga que eu não conheço de lado nenhum a dizer-me coisas horríveis e a trata-lo como se ele fosse namorado dela. Foi horrível Andy. – as lágrimas caiam e ela puxou-me para me abraçar, a nossa amizade tinha nascido do nada mas era tão importante, sabia que podia contar com ela e ela comigo.

A-     Calma, agora já percebo porque é que estás assim. Mas já falaste com ele?

P- Não, ainda não tive coragem.

A-     Então é melhor falares, porque minha linda desde que começaste a falar dele que tens um brilho nos olhos, ele mexeu mesmo contigo e tens de esclarecer isso tudo.

P- Tens razão, mas e se ela for a namorada dele?

A-     Olha dás-lhe um valente par de estalos para não andar a brincar com os sentimentos das outras pessoas.


Não me contive e desmanchei-me a rir, só ela sabia usar as expressões certas para me fazer rir.

 

P- Então se calhar é melhor ir lhe ligar.

A-     Vai enquanto eu vou por a mesa, que tenho de manter em pé.

Quando me levantei para ir buscar o telemóvel ouvi a campainha.

P – Deixa eu vou lá Andy.

 

Quem será que é á porta?

 

 

 

Oláá meninas, como estão? Já sabem deixem as vossas opiniões por favor :D

Beijinhos*

Patrícia*

publicado por quandomenosseespera às 00:08