16 º Capitulo

Visão Andreia

 

Desde que o Miguel chegou que não deixou de olhar para mim, e esses olhares tornavam-se cada vez mais intensos. A Patrícia e o Rúben estavam mesmo apaixonados e demonstravam cada vez que falavam ou tinham um gesto para com o outro.

Resolvemos ver um filme e eu e o Miguel ficamos sentados no sofá e tivemos que dividir as pipocas enquanto a Patrícia e o Rúben se sentaram no chão. Quando demos conta eles já estavam os dois a dormir, encostados um ao outro, eles ficavam realmente bem um com o outro.

Resolvi me levantar e ir á casa de banho, aquela proximidade com o Miguel estava a provocar-me sensações que não eram usuais.

Andei até à casa de banho e sai minutos depois, e quando isso aconteceu tinha o Miguel á minha espera.

 

A-     Desculpa demorei muito tempo? Não sabia que também querias ir.

M- Eu não quero ir á casa de banho, preciso de falar contigo.

A – Então? Passa-se alguma coisa?

M – Podemos ir até à varanda? Para não os acordar.

A – Sim, claro.


Fomos até à varanda, onde estava um vento ainda suportável.

 

M – Andreia, desculpa a sinceridade, eu não sei se tens namorado, e nem sei o que achas de mim, mas desde que cheguei aqui que mexes-te comigo como nenhuma outra rapariga o fez. Desculpa mas eu precisava mesmo de te dizer.


Ele calou-se e eu percebi que esperava uma resposta minha.

 

A – Olha Miguel, eu não tenho namorado. Mas também não sou de embarcar em aventuras. Já fui muito magoada e agora tenho sempre muito cuidado com as minhas relações mais íntimas.

M – Eu percebo mas achas que podemos sair um dia destes? Talvez jantar amanhã?

A – Sim, porque não?!

M – Então achas que me podes dar o teu número de telemóvel para amanha combinar-mos melhor?

A – Sim claro.


Dei-lhe o meu número e ele deu-me um toque para que eu também ficasse com o dele. Ficamos mais um pouco á conversa e a contemplar a vista, até que eu senti um arrepio de frio e o Miguel reparou.

 

M – Estás com frio?

A – Sim, um bocado, mas não me apetece nada ir para dentro.

M – Então importas-te que eu te abrace? Pode ser que o frio passe ou pelo menos diminua.

A – Se não te importares.

M – Claro que não.


Quando senti os seus braços a envolverem-me arrepiei-me novamente por sentir o seu toque. Ficamos ali, abraçados, em silêncio a contemplar a vista e a aproveitar a vista um do outro.

 

 

 

Oláá meninas, desculpem a demora e o capitulo ser pequenito mas o meu pc não queria carregar e só agora é que consegui ligá - lo.

Peço-vos que deixem os vossos comentários, e já agora que me digam se gostam deste novo casalinho?

Beijinhos*

publicado por quandomenosseespera às 20:06